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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Repensando conceitos

Ontem eu e meu grupo (duas colegas) fizemos uma apresentação sobre A Vontade de Poder de acordo com Friedrich Nietzsche, resumindo muito, a teoria é que todo homem tem uma vontade sua e realizá-la seria enaltecer a vida, mas para isso ele quebra normas da moral e da religião (é muito difícil resumir as teorias de Nietzsche e isso não é bem o sentido verdadeiro da teoria, quem quiser saber mais pode ler este trabalho que encontrei na Google).
Escrevemos uma página e 1/3 da segunda, fiquei muito insegura em um primeiro momento, mas conseguimos alcançar aquilo que queríamos, problematizar a questão e criar uma discussão inteligente. Em um dado momento acabamos caindo no assunto religão, o que poderia aquecer as coisas, mas felizmente não foi isso o que aconteceu, a professora conduziu a questão de maneira louvável e decidiu encerrá-la no momento certo.
Nietzche diz que a religião faz com o que o indivíduo não tenha a necessidade de pensar porque esta já lhe dá todas as respostas prontas e este ponto foi abordado por nós. Eu concordava com isso até que uma colega de classe levantou a questão da liberdade, mesmo que eu não tenha religião, ainda sigo normas sociais que me fazem pensar de uma certa maneira, e tenho pré-conceitos sobre o assunto, ou seja, sou mesmo tão livre assim para pensar?
A professora segue a filosofia de Aristóteles, a verdade é una, ou seja, a verdade não é individual, então algo que você pensou hoje com certeza alguma pessoa já pensou também, ou o você até mesmo leu em algum lugar e aceitou a idéia para si e para a sua vida, esse ponto também me fez pensar muito sobre liberdade (admito que encontro dificuldade para entender essa teoria de que a verdade é una, somos muito mais sofistas do que aristotélicos).
Então tudo bem, reverei meus conceitos sobre religião e sobre a Bíblia (apesar de ainda achar que tem muito dedo do homem nela), pensarei nisso e vou refletir sobre a minha relação com a fé.

Para finalizar:

"Triste não é mudar de idéia;
Triste é não ter idéias para mudar."
Francis Bacon

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não.

Eu aprendi a dizer não sem me sentir mal ou culpada. E agora acho muito mais simples, direto, e sincero, simplesmente dizer não do que contornar e parecer uma enrolona.
O não é simples, mas não é fácil, nem todo mundo sabe como dizê-lo.
Aprenda o "não" e facilite a sua vida.

sábado, 25 de abril de 2009

É só escolher.

A felicidade e a tristeza estarão sempre aqui.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

As coisas existem porque nós existimos?

Eu já levantei a seguinte questão em outro post: nós existimos porque Deus existe, ou Deus existe porque nós existimos? Se não fossem os religiosos, crédulos, ou fiés, quem afirmaria a existência de Deus?
Ou seja, as coisas existem por si só ou porque há uma consciência sobre elas?
Hoje em dia sabemos que no ar há vários microorganismos, mas há um tempo o ser humano não sabia disso, ou seja, era correto afirmar que no ar coisa nenhuma havia.
Algo existe porque simplesmente existe ou porque podemos comprovar a sua existência?



Lendo o livro de Introdução à Psicologia nesse final de semana prolongado, eu constatei que essa é uma questão de filósofos pré-socráticos. Só que ainda não li o que Sócrates ou outros têm a dizer sobre isso.




sábado, 14 de março de 2009

Nada é nada

Ok, eu sei que esse título está estranho mas é que andei pensando no "nada". 
Ontem uma amiga me contou que está com uma lesão no cérebro e terá que fazer uma biópsia, naquele intuito de esperança eu perguntei: "pode ser nada?" Depois eu parei para pensar, como algo pode ser nada?
Ex. isso é alguma coisa; isso é nada. O "nada" nada diz, é simples e puramente nada, a negativa deveria ser: "isso não é alguma coisa." 
Essa atribuição faz parte do senso comum, já pararam para pensar além dele?

*Eu não vou escrever sobre a minha amiga, a preocupação é verdadeira mas a esperança é a última que morre, afinal, pode não ser alguma coisa.

**Alguém entendeu o que eu quis dizer?

domingo, 25 de janeiro de 2009

Beber água é arriscado?

Estava na sala assistindo ao Fantástico e ao dar o comercial aparece uma chamada assim: "Alisar o cabelo é arriscado?"
Pensando bem, tudo que se faz é arriscado, ao beber água você pode ingerir alguma bactéria, ao caminhar você pode tropeçar e torcer o pé, se for viajar o avião pode cair, andar de carro pode sofrer um acidente, e milhões de outras coisas que fazemos diariamente.
Nos arriscamos sempre, seja ao comer um alface em um restaurante a quilo ou ao beijar alguém em uma festa, e não é por isso que devemos deixar de fazer.
Arriscar é viver!

Nota: não sou contra aos alertas, acho que devemos nos informar sobre o que queremos fazer.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Frases de efeito, quando elas funcionam?

Eu fiquei mal durante uma época, acho que 2 anos de depressão. Primeiro começou leve e depois de alguns acontecimentos passou a ser moderada, eu larguei a minha vida social, larguei a faculdade de mão e larguei o estágio, passei a viver em um mundinho na minha cabeça. E nessa época frases auto-ajuda não faziam efeito, na verdade elas me irritavam, como eu poderia sorrir, como eu poderia viver se eu me sentia morta por dentro?
Ontem assistindo um seriado de médicos tinha uma personagem que estava morrendo e ela dizia que devemos fazer o que queremos hoje porque o tempo é curto. Esse tipo de frase escutamos sempre, nós sabemos disso mas muitos não compreendem ou não acreditam que posso acontecer conosco, quem realmente tem a consciência de que a morte é iminente e pode acontecer a qualquer momento? Nós sabemos mas não queremos lembrar.
Foi aí que eu pensei sobre frases de efeito e de auto-ajuda, se uma mãe diz ao filho que a vida é curta, é bem capaz dele ouvir só para satisfazê-la mas ele não captou a mensagem, mas se uma mãe no leito de morte diz isso ao filho, ele vai provavelmente irá guardar isso como um grande ensinamento e até mudar o seu estilo de vida.
O momento, a situação e principalmente a condição psicológica da pessoa influenciam muito no que vai ser absorvido por ela ou não.
Na maioria das vezes não adianta dizer ao deprimido que a vida é bela, ele não consegue enxergar isso, talvez a melhor ajuda seria apenas dar as mãos.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Extremos

As vezes sou tão criança.
As vezes sou tão adulta.

Necessidade

Sinto uma grande necessidade de escrever tudo o que penso.
Talvez mais do que escrever tudo que sinto.
Na verdade, o que penso é um reflexo do que sinto.
Não há como separar.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Seus filhos

Toda vez que chamar a atenção do filho em relação a um ato ou reação, leve isto como uma auto-crítica, afinal as crianças imitam os pais.

Infância

"Na infância, o aparelho sexual ainda está inativo, enquanto o cérebro já funciona plenamente; por isso, essa é a época da inocência e da felicidade, o paraíso perdido do qual sentimos falta pelo resto da vida."

Arthur Schopenhauer

Os mais velhos dirão que estou na flor da idade, ok, eu não discordo disso, mas mesmo assim sinto saudade da minha infância. Não por ser tudo mais simples mas por eu achar que era tudo simples, a vida seguia o seu curso natural e eu ia de acordo com as coordenadas, não tinha que pensar muito no que fazer hoje, o que decidir, era fácil, minha maior preocupação era escolher o que ganhar de aniversário ou Natal, não deixar os meus pais descobrirem o que eu fiz de errado e não ser aquela criança azucrinada na escolha, o que aconteceu por eu ser muito tímida.
Não vou me alongar muito no assunto, pois a maioria dos adultos sabem o que é sentir isso, pelo menos a maioria que teve uma infância no mínimo razoável.

Para finalizar, mais uma frase de um gênio:

"A sólida base de nossa visão do mundo e também o grau de  sua profundidade são formados na infância. Essa visão é depois elaborada e aperfeiçoada, mas, na essência, não se altera."

Arthur Schopenhauer

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Você é o seu próprio deus

Não espere que Deus tome as decisões por você, não espere que ele se esforce e trabalhe por você, faça a sua parte. A sua vida é traçada por ti mesmo e Deus está em sua companhia. Será o mesmo Deus que está comigo? Sempre onipresente, sim, a mesma energia positiva mas eu espero que o meu Deus me dê forças como ele dá a você? Esse Deus é só meu, eu não o vejo como você e nem você o vê como eu.


Você é o seu próprio deus, eu sou o meu próprio deus, cada um é o seu próprio deus, vivendo, sobrevivendo e escolhendo caminhos. Nós movemos o mundo.

Deus existe por que nós existimos ou nós existimos por que Deus existe? Pode ser uma pergunta com uma resposta só de acordo com alguns cristãos mas pense só, se não existíssimos, haveria algum motivo para existir Deus? Ou alguma fé Nele? E quem diria "eu acredito em Deus"?

P.S. Atentem-se ao "d" e ao "D". 

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Você é responsável por si mesmo

...então faça o que você acha que deve fazer.
Faça o que está de acordo com a sua moral e não a moral dos outros, você não é responsável pela vida deles, faça o que der na telha desde que possa dormir tranqüilamente a noite, faça de você uma pessoa melhor para um mundo melhor. 
As suas ações são suas e só, motivadas pela pessoa que você é, não há quem te faça fazer algo que você não queira ou algo que você não considere certo, a não ser que você não se conheça nem um pouco ou esteja em um estado de perigo.
O seu caminho é o resultado da sua escolha, não procure um que pareça ser mais fácil, escolha aquele que melhor lhe cabe. Todos terão alegrias e tristezas.
Faça de você uma pessoa com quem gostaria de conviver, não é nada agradável dormir e acordar com um inimigo, ainda mais se esse for você mesmo. 
Cuide-se.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Respeito em excesso resulta em medo

Essa semana observei um fato interessante, o caso aconteceu, ou melhor, está acontecendo na Internet. 
Eu utilizo o Orkut para manter contato com amigos e me mantenho ativa em algumas comunidades de beleza, inclusive sou mediadora de uma com mais de 100 mil membros, o que a torna bem interessante, pois há diversas formas de interação humana. 
Ultimamente alguns vêm pregando o respeito a escolha do próximo, isso é ótimo mesmo, se não estivesse sendo usado de maneira exagerada.  Percebo o medo que algumas pessoas têm de darem a sua opinião e serem repreendidas pelos "pregadores do respeito", nomenclatura que eu acabei de inventar. Só que a coisa está saindo do controle, fica difícil até de dizer se você gosta ou não gosta de determinado estilo ou produto, porque você pode ofender a outra pessoa que o segue, o excesso de respeito está massacrando a liberdade de expressão e causando um grande desconforto, não há mais leveza nas conversas e informações, é tudo escrito com muito cuidado, pesando o que cada um pode achar do que foi escrito, é meticuloso demais, chega a ser desagradável.
Sabe aquela história de que o excesso não é saudável? Isso pode se aplicar a qualquer caso, afinal o respeito em excesso resulta em medo.
Nós vivemos aprendendo, não creio que há alguma pessoa que possa levantar, bater no peito e dizer: "eu realmente sei tudo sobre a vida". E nesse caminho nos deparamos com situações em que queremos nos sair bem, sempre bem, queremos aplicar o que sabemos ou o que gostaríamos de saber de verdade, mas nos equivocamos ao ultrapassar o limite de tal coisa e ao invés de sermos exemplos, acabamos sendo chatos, muito chatos.

sábado, 23 de agosto de 2008

A angústia de se auto-desconhecer

Dicionário: do Lat. angustias. f.,
estreiteza;
aperto;
limitação de espaço;
opressão;
aflição;
desgosto;
tribulação;
agonia.
Alguns passam a vida toda sem saber quem são, outros passam a vida toda tentando descobrir, alguns não se importam, outros não pensam nisso, alguns acham que se conhecem mas poucos de fato conseguem.
Eu digo, eu faço, eu acho, eu penso, eu opino, eu afirmo, mas eu coloco em prática? Eu penso primeiro nos outros e depois em mim, eu digo que não julgo, eu afirmo que é necessário primeiro perguntar e depois se necessário discutir, eu faço a minha vida valer a pena, eu dou a minha opinião mais sincera sempre, eu achava que fazia tudo isso. Descobri que penso sempre em mim primeiro, em um coro interno: eu, eu, eu, percebi que julguei, notei que discuti sem antes perguntar, me dei conta que não faço a minha vida valer a pena, sobrou a minha opinião mais sincera.
Medo: eu não me conheço.
Um dia conversando com o meu namorado, eu disse: ah eu sei, eu te conheço. Ele respondeu: você só provou que não me conhece. A verdade: nem eu me conheço e nem ele se conhece, conseqüentemente, nós não nos conhecemos.
Eu ando assustada com as descobertas, criei um sistema de anotação para reler os meus atos e posturas durante o dia, se é eficiente eu não sei, mas espero que não seja preocupante.
Olho para os lados e vejo as pessoas boiando em um mar de idéias e práticas que não se misturam, vejo poucos nadando e quase nenhum alcança a terra firme. Onde eu me encaixo? Acho que ainda estou boiando, espero aprender a nadar em um futuro próximo ou continuarei na angústia de descobrir quem eu sou.
Preciso me entender para depois tentar entender os outros.