Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador morte. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cuidado, chocolate derretido mata!

Homem morre após cair em um tonel de chocolate derretido. Veja a notícia aqui.


Imagina o cidadão chegando ao Reino do Céu ou ao Inferno e dizendo: "morri de chocolate". Essa não seria a morte perfeita para qualquer mulher que tem TPM? Eu iria espalhar para todos os cantos e colocar inveja em todaaas!


Ok, estou fazendo piadinha com a morte, mas gente, é natural e está aí e aqui o tempo inteiro, vejamos o lado positivo da coisa: é um tonel de CHOCOLATE!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A consciência da morte

Sempre que alguém morre e a notícia me atinge, eu sinto o baque da consciência da morte. Todos nós sabemos que um dia iremos morrer mas não passamos os minutos pensando nisso, só que quando acontece e nos atinge emocionalmente, acabamos com isso na cabeça mais do que gostaríamos, pelo menos é assim comigo.
Michael Jackson não era nem de longe alguém que fazia parte do meu círculo e eu nunca fui fãzona, mas tenho que admitir que as músicas e os passos dele fizeram parte da minha vida, eu escuto MJ desde que eu era criança, lembro que o meu irmão adorava vê-lo na televisão. Mas mesmo assim vai demorar alguns dias até eu parar de levar um susto quando o pensamento da morte invade a minha mente.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

...

Esse post não tem título porque eu não sei que título dar a ele. 
O meu amigo de escola faleceu hoje com câncer no intestino. 
Felipe Garcia.
E eu não consigo acreditar ainda.
Alto, forte, moreno, da minha idade, cheio de saúde e vida, e até onde eu sei, feliz.
Mas ele morreu.
Nada disso é garantia de vida, nada disso mantém a morte longe, ela chega quando ela tem que chegar e carrega a pessoa consigo.
Eu não sei bem quando conseguirei acreditar.
É verdade que eu não tinha mais contato com ele, o último foi pelo okut, mas estou triste.
Fomos muito amigos, eu na verdade já gostei dele e já fiquei com ele. Eu conheci a sua família, eu almoçava em sua casa, seu pai me dava carona e eu conheci os irmãos dele. Por um tempo Felipe Garcia fez parte e diferença na minha vida.
Existem pessoas que você lembra com carinho e ele é uma delas. Não é apenas aquele colega de escola, mas foi um amigo, alguém que deixou um pouquinho de si.
Eu quero e não quero ir ao enterro, não sei o que fazer na verdade.
Está difícil de acreditar.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Em luto

O que é estar em luto? É parar com a vida e só chorar e sofrer? Pode ser, dependendo do caso. Agora para mim é fazer qualquer coisa e lembrar da minha avó, estar sempre com algum momento passado na cabeça, dar um sorriso de lado ao lembrar de algo feliz, ficar triste e até soltar uma lágrima ao pensar que ela não estará mais lá.
Estar em luto tem tantos significados diferentes e pessoais, mas eu só conheço o meu modo.
Eu sei que a minha avó gostaria que eu gritasse ao mundo a sua falta e dissesse para todos que eu puder o quanto a amo, então é por isso que escrevo mais uma vez sobre esse assunto.
Eu continuo com raiva de como ela faleceu, ela sofreu e é difícil dizer que ela não merecia, pois foi como ela escolheu, é como eu digo em alguns posts: você é responsável por si mesmo e as suas escolham resultam na sua história. Mas ao mesmo tempo, eu sei das dificuldades emocionais que a minha avó tinha, da depressão e desânimo, ela simplesmente desistiu de fazer qualquer esforço, se entregou a todos os males e seus olhos não mais enxergavam as coisas boas da vida. Seus filhos fizeram de tudo para ajudá-la mas não dá para ajudar quem não quer ser ajudado.
Então se você está passando por uma fase difícil, se acha que viver é muito complicado e que não vale a pena, ou se acha que é muito pior do que os outros e não tem capacidade para coisa nenhuma, então procure ajude, não há nada de mal nisso, a vida acontece desde o momento que você faz acontecer. Eu sei que pode ser seguro estar preso nessa realidade, não há decepções, não há desafios, mas sobreviver assim? A vida é muito mais do que o medo, há muita coisa para ser experimentada e você não pode ficar fora dessa!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Tchau Dona Guigui"

E foi a frase do meu tio que me fez desabar em lágrimas: "Tchau Dona Guigui."
Minha avó faleceu hoje e apesar do apelido seu nome era Nelza. Não sabemos porquê, é mais uma daquelas coisas de criança, quando o meu primo/afilhado começou a falar acostumou-se a chamá-la de Guigui, não há nenhuma relação do nome com o apelido mas o adotamos.

Eu passei bem na parte do hospital, ouvi a médica dizer que fizeram de tudo mas infelizmente não conseguiram reanimá-la, mas quando eu estava no cemitério e a vi dentro do caixão, eu fiquei desnorteada, sentei em uma cadeira solitária e assim passei as horas, olhando para o nada sem dizer uma palavra, as vezes soltava algumas lágrimas silenciosas, eu não queria abraços e nem ninguém perto de mim, estava eu e minhas lembranças. Até que na hora de fechar o caixão para levá-la, meu tio deu adeus a Dona Guigui, eu lembrei dos meus primos ainda crianças, lembrei dos momentos mais recentes e chorei o choro doído.

Eu acredito que aqui é apenas uma passagem, a verdadeira vida está em outro lugar e sei que ela está bem mas não consigo evitar de ser humana, de chorar a saudade, as lembranças, a falta que ela irá fazer. 
Ela não era perfeita mas apesar de todos os pesares, conseguia dar risada quando alguém fazia algo engraçado e era uma risada verdadeira. Quando eu era criança, ela me fazia balinhas de açúcar com limão, preparava comidas gostosas e inventadas, deixava eu brincar de fazer comidinha e me ensinou a tomar café com leite. Ela também fazia as suas gracinhas, foi brincar de dentista com meu irmão e ele não sabia que ela usava dentadura, então tá ele lá com um aparelho de brinquedo e ela começa a colocar os dentes para fora, o menino arregalou os olhos assustado. 

Vou escrever aqui uma imagem bem crua de como ela morreu. Minha avó fumava desde adolescente e nunca teve força de vontade para parar, a idade chegou e com ela vieram as complicações, bronquite asmática, pneumonia e enfisema pulmonar, essas doenças caracterizam o que os médicos chamam de DPOC (Disfunção pulmonar obstrutiva crônica ), ou seja, o pulmão estava virando pedra. Além disso, a pele estava extremamente ressecada e sensível, qualquer pancadinha deixava uma marca roxa-preta e qualquer arranhão fazia uma ferida, eu mesma sem querer arranhei o seu braço, o que deixaria uma marca vermelha, no caso dela arrancou pele. Ela faleceu no hospital ao ser entubada mas antes disso sofreu tentando respirar, eu a vi desacordada e tremendo para conseguir puxar algum ar. Se não fosse o cigarro ela estaria viva e muito bem, todos os exames dela tiveram um ótimo resultado, nada de pressão alta ou baixa, glicose, diabetes, nada, apenas a morte lenta por conta do cigarro.
Depois de passar por isso na família e ver a minha avó morrer lentamente e de um modo sofrido, só posso considerar burro e estúpido quem decide começar a fumar, a não ser que seja um suicida masoquista. Quem já tem o vício, então procure ajuda médica, masque chicletes, cole adesivos, o que for, mas não maltrate os seus pulmões assim.