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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A cura de Schopenhauer

Mais um bom livro para indicação.
Ao contrário do que parece, a história não é sobre curar Schopenhauer mas sobre um homem que se diz curado atrás da filosofia do gênio. O enredo se passa em encontros da terapia em grupo, e é uma leitura de fácil entendimento. O que eu achei muito interessante foram os capítulos contando a história de vida de Schopenhauer, entre um e outro capítulo da ficção, tem um dedicado ao filósofo.
Ultimamente estou gostando muito dos livros desse autor, Irvin D. Yalom, ele é um psiquiatra reconhecido, que só não atua como o médico que passa remédios, mas ele se dedica a psicoterapia.
É um livro muito bom para quem gosta de questões humanas.
Há ainda mais um de ficção desse autor que eu quero ler, Mentiras no Divã.

domingo, 9 de novembro de 2008

Livraria da Travessa

Eu amo esse lugar!
É uma grande livraria onde encontra-se livros de todos os gêneros, pelo menos todos que eu procurei até agora.
Hoje estava no shopping e passei lá como sempre faço, coincidentemente era o dia da inauguração oficial, então comi alguns canapés, bebi algumas tacinhas de champanhe e comprei o meu primeiro livro de Nietzsche, Humano, demasiado Humano.
Lá você pode sentar em uma confortável cadeira e ler algumas páginas de um livro sem ninguém te perturbar, é o que eu costumo fazer quando vou, mas é claro que se eu decidir comprar algum com certeza optarei por lá, afinal o preço do livro não paga o que eu desfruto, e diga-se de passagem o valor é o mesmo que nas outras livrarias.
Se quiser conferir: www.livrariadatravessa.com.br

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Marley e eu de John Grogan

Eu não estava muito interessada nesse livro, nem procurei saber como era a história, pensava que era algo idiota e até cheguei a dizer que iria escrever um também: Snow e eu, até que a minha concunhada disse que tinha em casa e perguntou se eu gostaria de ler, ela elogiou o livro e eu aceitei. Como eu estava terminando de ler A linha de Sombra de Joseph Conrad e não sabia qual o seria próximo, eu não tinha nada a perder, certo? A leitura começou fácil e prazerosa, fui me interessando cada vez mais pelas peripécias de Marley e ainda mais por saber que todo mundo paga mico e alguns são verdadeiros king kongs. Cheguei ao meio do livro rapidamente e tive aquela mesma sensação enquanto lia O caçador de Pipas ou Cidade do Sol, "ih, esse livro vai me marcar". Não deu outra, terminei ontem a noite e fui dormir em prantos, não foram lágrimas escorrendo não, eu chorei como criança quando o sorvete tão desejado cai no chão. Que lição de vida Marley! Apesar de ficar pensando em como eu iria me virar com um cão grandão, desajeitado e tão cheio de energia (bem diferente da preguiçosa aqui), estou com vontade de morar em uma casa e ter o meu próprio Marley, bobão e muito, muito, muito amoroso.
É o tipo de livro bom para ler ao domingo sentada na varanda e tomando um chá gelado, recomendo a todos!
Agora dá licença que vou levar o meu cachorrinho para passear.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

A menina que roubava livros


Primeiro: demasiadamente triste.
Segundo: o autor tem um dom magnífico para fazer chorar.
Terceiro: a morte parece mais humana do que os seres humanos.

Eu comecei a ler em abril mas parei, algo não havia chamado a minha atenção mas como eu não me dou por vencida e livro pela metade é quase um despautério, eu resolvi terminá-lo.
Li dois ou três capítulos por noite mas não me agüentei quando vi que a maior parte já havia sido lida e faltava apenas algumas páginas, terminei o livro às 2h da manhã de terça-feira e chorei até as 3h.
A dor do mundo dói em mim.
Não sei se com vocês era assim mas quando eu era criança e via meninos de rua, mendigos, pessoas doentes e paupérrimas pelas ruas, sem ter o que vestir, o que comer ou onde morar, eu chorava baixinho e pensava comigo mesmo por quê, porque havia de ser assim, por que eu tive sorte e por que eles não tiveram? Eu cresci e tenho as minhas teorias sobre isso mas ainda me dói o coração ao ver injustiça, maldade e sofrimento. Muitas vezes eu fecho os olhos, com o tempo percebi que se estivesse sempre de olhos abertos não me permitiria sentir a alegria. Por isso atualmente sou adepta do seguinte ditado: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". O que eu quero dizer com isso tudo é que o livro aflorou a compaixão, senti a mesma tristeza de quando eu era pequena e aprendi mais uma lição, preciso abrir os meus olhos de vez em quando.
Sim, essa obra vale a pena ser lida pelo uma vez e já tem um lugar cativo na minha estante, só que por enquanto ela vai continuar fechada.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Crepúsculo - Saga Twilight


Assumo que tenho certo preconceito com os livros mais vendidos, sempre imagino uma história mamão com açúcar, bem fácil de ler e sem muito o que se pensar mas estou me surpreendendo, comecei com Harry Potter, que é uma história fácil mas contagiante, daí me rendi a eles, os livros das bancadas mais vistas das livrarias, e a experiência tem sido ótima.
Você acredita em vampiros? Eu não, eles são muito mentirosos mas fora isso, a lenda mais conhecida é que são seres sedentos por sangue humano que não podem sair durante o dia, são extremamente brancos, gelados, costumam ser ricos e por fim, imortais. E era o que eu esperava de um livro de vampiro, um ser imponente, frio, sanguinolento e que vive em uma mansão escura e dorme em caixão, mas esse é diferente, só não direi como é diferente porque se você quiser ler eu estragaria boa parte da história, posso dizer que dá até vontade de conhecer um vampiro ou quem sabe de ser um?
Outra coisa que me impressionou nesse livro foi o modo como a protagonista, Isabela Swan, lida com o fato, as suas reações não são previsíveis e talvez ela tenha algo um pouco suicida mas mesmo assim muito interessante.
Esse eu li em dois dias, e como sempre, apesar de ter em mãos uma obra que me agrade, sinto-me triste ao chegar ao final pois é uma história que eu gostaria de viver por meio das palavras, até que...surpresa! É uma saga, são cinco livros e o segundo estará disponível a partir de outubro. Só tem uma coisa que eu não gostei nisso tudo, o filme será lançado em dezembro e espero que seja apenas do primeiro livro, prefiro ler primeiro e depois assistir.

domingo, 29 de junho de 2008

Quando Nietzsche Chorou - Parte II

Primeiro quero escrever sobre a sensação triste que me acomete quando eu termino um livro de que tanto gosto, não nego a minha curiosidade com o desfecho da história mas ao mesmo tempo sinto que será difícil encontrar um livro igualmente interessante ou estarrecedor. Vivo a procurar alguns que entrem para o meu próprio acervo pessoal de preferência e ultimamente tenho tido bastante sorte.
Agora voltando ao assunto principal desse post, vim aqui escrever sobre o enredo mas vejo que o meu pensamento se retém muito no próprio Nietzsche e suas obras, tanto que aprendi a escrever seu nome sem recorrer a nenhuma fonte.
Fica difícil dizer quem é o personsagem principal, se é o Breur (sim, o mestre de Freud) ou a quem deve-se o título da obra, mas ao refletir bem acho que são dois.
No final do livro tem as considerações do autor, e este disserta sobre os fatos consumados em vida real e sobre os fatos consumados através de suas palavras. É interessante como ele produziu Nietzsche de acordo com as suas obras, biografias e testemunhos de quem o conheceu. Penso que se ele foi assim, era uma pessoa difícil, com interpretassões tão reveladoras que no fundo fazem o maior sentido mas no desenrolar eu não me via apta a chegar a tais conclusões sozinha mas me peguei diversas vezes processando as suas idéias, ou melhor, os seus ensinamentos.
Penso em ler alguma obra de sua própria autoria, talvez Humano, demasiadamente Humano ou Assim falou Zaratrusta, quem sabe? Tenho que ter a paciência de voltar várias vezes ao mesmo ponto.
Nunca achei que me interessaria por Filosofia mas vejo que algumas ciências humanas muito me interessam, coloco nessa lista psicologia e sociologia.
"O que não me mata, me fortalece."
Friedrich Nietzsche.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Quando Nietzsche Chorou


Essa é o meu livro do momento então preparem-se para próximos posts filosóficos, com um toque de psicologia e questões existencias. Juntar Nietzche, Breuer e Freud em um livro te faz pensar ou deveria fazer.
Recomendado a todos, mas se você for do tipo que gosta de histórias fáceis, é melhor fugir dele, ou tenta, vai que toma o gosto por algo um pouco mais rebuscado.
Clássico necessário na minha estante.

sábado, 5 de abril de 2008

Palavras melodiosas

O que são as palavras senão a expressão do que sente e do que se pensa?
O que seríamos de nós sem elas?
O que seriam elas sem nós?

Um texto bem estruturado, escrito com afinco, mesmo que não tenha rimas ricas ou nem mesmo rimas pobres, há uma melodia escondida que nos faz esquecer do tempo e viajar nas palavras.
A cada livro que leio crio uma realidade virtual, mergulho de cabeça nos personagens, na época, nas situações e lugares.
Eu não sei quanto a vocês mas a minha paixão pela leitura não veio desde cedo. Eu me recusava a ler qualquer livro didático na escola, afinal, o obrigatório é chato demais. Procurava por resumos, perguntava a colegas e a minha sorte é que a maiora das provas de literatura permitiam a consulta. Lembro que até cheguei a ler alguns, mas tão dispersa que nem lembro quais, pensava em milhares de coisas muito mais prazerosas. E foi assim até O Cortiço de Aluísio Azevedo, um verdadeiro clássico que de entediante não tem nada e pode ser devorado em um dia por alguém devotado à leitura. Essa obra da lituratura brasileira me abriu os olhos, antes turvos para tal dedicação, e indico a mesma para quem deseja adquirir o hábito de ler.
Não sei quantos livros os meus olhos já consumiram, mas tenho certeza de que não é um número nem perto de me considerar uma verdadeira fã do exercício. Não me dou por satisfeita e acho que isso não irá acontecer.
Eu gosto de livros que mexem com o meu interior, gosto de perceber os sentimentos do próprio autor em seus personagens. Alguns gêneros que me agradam: policial, suspense, de ficção, auto-ajuda, espírita, místico, histórico, fatos reais e outros. Histórias como Tróia não me me chamam a atenção, neste caso prefiro os filmes.
Não tenho autores preferidos, na verdade costumo marcar os livros pelos os seus títulos, depois me dirigo à história do autor, isso se me interessar em saber quais outros ele escreveu, senão passo batido.
Em menos de duas semanas li O Fio da Navalha de W. Somerset Maugham, achei vazio, não me passou nada de interessante e nem me deixou pensando no que aconteceria nas próxima páginas, e Angústia de Graciliano Ramos, chato, bem chato, muita repetição e um personagem obcecado, o que pode ser bem interessante para a psicologia mas em um livro torna-se fatigante. Agora estou terminando Lolita de Vladimir Nabokov, famoso, já virou filme e um seriado brasileiro inspirado na história mas que agora não me recordo o nome. É um livro perturbador, contudo, interessante, é a história de um homem que sente-se muito atraído por ninfetas (meninas novas de 12 - 15 anos, é como ele as chama), seria perfeitamente enquadrado como pedófilo e estuprador. No início parece que ele é um homem centrado, apesar de seu desejo constante por menininhas, ele mantinha suas loucuras sexuais em sua mente deturpada, ele sonhava acordado, mas isso não durou muito, há sempre um ponto em que o lado proibido de qualquer ser humano vem à tona. Não contarei toda a história senão perde a graça, mas acrescentarei a minha visão quanto a ele: o personagem se descreve de uma maneira tão graciosa e suas palavras transmitem todo o desejo e amor que sente pela mulher que acabo por torcer que eles fiquem juntos, até que me lembro que não é uma mulher, é uma menina e sinto um nojo exasperado de qualquer critatura que se valha da fragilidade desse ser, imediatamente lembro da minha prima, ainda tão criança e tão boba, é verdadeiramente perturbador e não vejo a hora de chegar ao final.
Aceito indicações e ao lado direito da página tem um espaço que criei para indicar livros, tudo ao meu gosto é claro mas de qualquer maneira interessante.