terça-feira, 21 de outubro de 2008

2:34 de quarta-feira, 22/10/08

Eu deveria estar dormindo a essa hora, eu deveria acordar e praticar algum exercício como caminhada, eu deveria ter uma alimentação balanceada, eu deveria estudar todos os dias, eu deveria telefonar para as pessoas, eu deveria me cuidar. 
Eu escreverei algo que não espero que alguém entenda, porque nem eu entendo, mas é a minha vida atualmente.
Eu não consigo mudar a minha rotina maçante. Acho que é a mesma que eu sigo há 2 anos e meio mais ou menos, o computador me suga para dentro da Internet e eu não consigo me livrar dela, o meu social se resume ao final de semana, eu não pego sol, eu quase não ando na rua, eu torço para a hora passar rápido e eu chegar logo em casa, esse último nem é por causa da Internet, mas porque na minha cabeça eu estou perdendo muito tempo que eu poderia estar em casa simplesmente fazendo nada.
Eu não me vejo com 30 anos, acho que consigo até os 25, depois disso é um total vazio em minha mente quanto ao futuro. Que tipo de pessoa eu sou e que tipo de pessoa eu serei? Eu me construo com a minha história e experiência, duas coisas que tornaram-se escassas em minha vida. Sim, eu posso contar uma história boa durante esse tempo: voltei com o meu ex-namorado, fora isso, nenhum avanço, nenhuma conquista, nenhum rumo ou sonho para seguir.
É cansativo viver todos os dias achando que eu sou uma tragédia humana, eu sei que quanto mais eu penso nisso mais eu atraio, só que tornou-se um círculo vicioso, eu não consigo sair dessa prisão. 
Eu queria tanto ser mais sociável, saber como iniciar uma conversa e como continuá-la, eu queria ser mais ativa, mais espontânea, eu queria ser menos medrosa e me arriscar mais, eu queria não ter vergonha de jogar uma partida de vôlei, eu queria saber sorrir mais e ficar menos irritada ou sem paciência, eu queria ser tudo o que eu não sou, se eu pudesse escolher acho que renasceria como outra pessoa ou completamente diferente do que eu me tornei. 
Eu não sei o que eu sinto, eu não sei mais o que é certo e errado para mim, as vezes acho que uma grande apatia me tomou por inteira e eu simplesmente me deixo levar pelos dias. Aquela famosa frase "nada como um dia após o outro" não tem relevância na minha sobrevivência, afinal, todos os meus dias são iguais, todas as minhas sensações são as mesmas e eu continuo nessa roda gigante infinita sem saber como alcançar o botão de parar.
Eu tenho 23 anos e estou exausta de não viver, e morrendo de medo do futuro que eu não vejo para mim.

Um comentário:

Antonio JUNINHO disse...

Vc ñ é menos q ninguein!

Vc é muito guerreira e vai superar tudo, eu sei pq t conheço.

Tenho crtz q seu futuro será brilhante, vc merece tudo d bom q a vida possa t oferecer. E ñ é pouco ñ hein!

BJKS 1000!